O teatro das palavras


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Diretores

Vitor: Mosaico, um sem estilo estiloso demodê


Flávio: Um errante, ultra-romântico, inconstante, e outros adjetivos que nego servir a definição de minha essência, pois nada sou além daquilo que escrevo.



Descrição: Um dicionário nada mais é do que um grande grupo de teatro - cada ator/palavra tem seus talentos e especificidades, mas pode, e, por exercício, deve, exercer diversos papéis. De acordo com o diretor e o roteiro, às vezes até superam em representações não habituais.
O objetivo desse blog é tão somente o exercício da direção. Condenados à liberdade, cada um dos aspirantes a diretor tentará da melhor forma possível desenvolver suas idéias por meio da escrita. Todos aqui são jovens aprendizes de diretores que querem se aperfeiçoar na arte da escrita. Portanto, críticas serão sempre bem vindas (mas um "tá muito legal o blog, beijos/abraço" também é um bom incentivo)!

Não entendeu nada...? Ok, metáforas a parte, o nosso objetivo é escrever sobre qualquer tema em qualquer formato, discutir idéias, e sonhar um pouquinho, porque ninguém é de ferro, né?


Como se diz no teatro: - Merde para nós...


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Flávio, Vitor, Poesia

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Fora de Cartaz

2009

Demasiado humano
Sobre o leste e o oeste
Comer, comer e dormir
Carta aos leitores
Poesia é código
Divagações (fotográficas)
Ponto de Fuga
Ele não morreu
Inspirar-se
Hoje, em um livro de História do Brasil do futuro
Os ditados populares e o futebol
Hino Nacional Brasileiro
Ensaio III
Ensaio II
Ensaio
Desde Setembro
O mundo é mágico, Flávio
De Petrópolis para o Rio e do Rio para qualquer lugar
La vêm eles
No Começo

2008

Quando?
Ídolo
Recorte e Cole
Dúvida
Teoria Neoclássica sobre o Audiovisual
Seis da Manhã
Divagações sobre a atual crise
Fui votar armado
Da inspiração
Inteligência
Da Imaginação
Sexta-Feira a noite...
Vida (Encontros e Desencontros)
Estréia (Renan)
Por alguns instantes eu acreditei
Liberdade de Expressão
Nos últimos 20 anos
Querido Diário,
Liberdade
EU (em flashs)
Capitalismo
Pensamento do Globo, quer dizer do dia
As idéias
Sobre a natureza humana
A bomba
Flashs
Insensível
Valsando
Samba da Bruna
Dessa vez...
Solidariedade Social
A vida é passageira mas o amor inacabável
(Isto é quse um manifesto)

2007

Anos, tempo e ciclos
Nunca Mais
Fatalidade
Perguntas
Arte?!
Eu juro por todos
Palavras
Isto é uma desculpa!
Dueto de fitas livres no ar
Infinito
Duas horas (ou uma vida)
...
Quem sou eu?
Paulista
Discurso
Da liberdade de escolha
Marx, Deus, Eu e o Brasil
Pupila
Supernova
Eu e meus leões
Obrigações
Da lagarta
Por que?
Direito de resposta
No meio
NowHere
Teoria da relação amorosa I
Adeus
Derrota
Entrevista
Você era Lilás e eu verde

2006

Recordações ou Ilusões
Conto do ônibus
Balada do poeta amoroso (ou ignorado)
Era um nó
Às vésperas da eleição
A grande Dança
Diálogos em gaveta aberta I
Datas
Circo Brasil
Poema a uma bela
Ao mestre um pulinho
Tempo
As histórias de minha terra
O quarto de Espelhos
À estrela
Primeiro ato


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O teatro das palavras

21/11/2009

Banalidades e Onirismo

Às vezes acho que a vida passa de pressa demais e escrevemos muito pouco. Não, não é que eu queira uma possível eternalização através da arte de escrever. Que diferença faz se os meus poemas vão ser lidos após a minha morte? (Personagem de Woody Allen)

Em suma maioria, apenas escrevemos o que outros nos ditam ou nos fazem copiar, que geralmente é cópia de um terceiro. A criatividade fica jogada ao canto, feito cesta de lixo numa sala quadrada estudantil.

Sinto a necessidade de idéias novas. Acho que todos sentem, mas nem todos falam ou tentam tê-las. Escrever algo diferente é uma tentativa. Muitas são frustradas e não nos levam a lugar nenhum, mas, pelo menos, serve para nos conhecermos mais.

Como diria um personagem de Woody Allen, sinto todos os anseios e desejos de um artista, mas infelizmente não tenho o menor talento para artes. Resta-me aceitar? Não, não é essa a minha intenção. O meu desejo real é me libertar de tudo que me oprime, inclusive das formas de expressões limitantes atuais. Se não sei escrever, desenhar, pintar ou fazer sei lá o que! Eu invento uma nova forma de expressão.

Ultimamente eu sonho em criar um tipo de arte livre que não seja necessário ter nenhuma habilidade técnica. Não sei ao certo como chegar a isso, mas eu gostaria que fosse tudo muito colorido, se eu pudesse usar luz, quem sabe? Seria interessante expressar-se durante o sono, se fosse possível canalizar os pensamentos que temos e formar uma obra de arte, mesmo que ela seja apenas de luz ou da matéria etérea a qual é feita os pensamentos.

Sim! Espero o dia em que tenhamos uma grande arte, onde a qualidade de nossas obras sejam medidas pelo tamanho de nossos sonhos...

Escrito por Flávio em 12:33. 14 Comentários

16/11/2009

[de volta ao planeta terra]

Primogênitos Desgraçados: a glorificação do conjunto vazio

Assisti, cerca de um mês atrás, pela segunda vez na vida um filme de Quentin Tarantino. O primeiro foi Pulp Fiction, um filme até divertido, mas longe da genialidade que a ele é atribuida. A grande inovação, a inversão do roteiro, qualquer pessoa que tenha visto quase qualquer história baseada no Nelson Rodrigues, por exemplo, já está mais do que acostumado.

Não vi Kill Bill, e depois de Bastardos Inglórios ficou definido que não verei.

Foi um dos piores filmes que já vi no cinema nos últimos tempos: os personagens não têm nenhuma profundidade psicológica, as atuações caricatas, o roteiro é raso raso raso. Por exemplo, porque o Cel. não matou a menina no cap. 1? É só para ter o filme? Tem muito ponto sem nó... não serve nem como ação/suspense clássico (tipo "Os Infliltrados")
O que salva? Ah! As cenas muitíssimo bem feitas de escalpelação, explosões, tiros.

E não tenho nenhum problema com cenas de crueldade gratuita. Em Laranja Mecânica, por exemplo, é tão ou mais cruel quanto, mas tudo faz sentido dentro da mensagem que o filme quer passar. Tem um propósito. Agora cheguei ao ponto que mais me incomoda. A arte tem que ter um significado desejado, aceito até que seja de contestação do próprio conceito de arte como em Duchamps. O é a glorificação do conjunto vazio, como se pegar tintas e atirá-las na tela fosse um espasmo de genialidade. Já disse um publicitário sobre pneus que "potência é nada sem controle".

Pode-se tentar salvar o filme falando da questão do Holocausto e da Segunda Guerra Mundial. Mas quantos filmes já foram feitos sobre os coitados dos judeus? Nem eles já devem aguentar mais. Quantos filmes já foram feitos sobre "a vingança contra esses caras que mataram minha família enquanto eu estava na minha"?. Sem comentários. E ainda tentam me convencer que é um tratado sobre a vingança. O filme é uma fórmula pronta, numa conjugação de temas batidos. E o que sobra? Violência. Então não fica devendo nada para pornô, é só trocar a violência pelo sexo. Eu chamo de porno-porrada. Se é para não fazer sentido, ou ter roteiro raso, eu particularmente prefiro o segundo estilo.

É uma pena que o Tarantino seja um dos poucos diretores hoje com nome para levar o público para o cinema por si mesmo. Tenho minhas dúvidas se alguém realmente se interessa pelo filme, ou pelo prazer sádico de ver cenas de violência explícita e gratuita em público. Somos primogênitos desgraçados, refletidos na tela do cinema, aplaudindo nossa própria desgraça. Pois narciso acha belo o que lhe é espelho.

Bom, acho que vou voltar para a Lua.

"De que me vale ser filho da santa?
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta"

Escrito por Vitor em 21:52. 6 Comentários

26/10/2009

O Mártir da Liberdade

Ele queria a Liberdade, a mais pura e cândida Liberdade. Mas todas as suas tentativas esbarravam no Outro.

À todas as Suas ações, o Outro inevitavelmente reagia. Talvez não seguindo a Terceira Lei de Newton, talvez não seguindo a distribuição de probabilidades de Gauss, mas reagia. Por conseqüência, Sua Liberdade não era plena, pois sempre teria que se defrontar com a reação do Outro.

Foi então que percebeu a sutil cilada: a inexistência de Liberdade era condição intrínseca à vida. Se agisse no momento zero, o Outro reagiria no momento um, e sofreria as conseqüências desta reação no momento dois.

Concluiu, em sua lógica inabalável, que a única forma de ser livre era não viver, pois não estaria mais presente quando o Outro reagisse à notícia de seu derradeiro ato de Liberdade.

O Outro chorou, passou algumas noites em claro; mas Ele não estava mais lá para ver, ouvir, sentir... eliminara o momento dois.

E a Vida? Continua. Sem Ele.

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Escrito por Vitor em 01:08. 5 Comentários

20/09/2009

Porto Seguro (outros versos)

Num mar infausto
Um barco, um claustro
Serei teu mastro
Maestro e solista

Naquela pista a
Duzentos por hora
Vendo teus olhos
e guio, vambora

Por traz de tudo
Eu que conspiro
Teus passos são
o ar que respiro

Sou teu vampiro
E também caubói
Me fantasio
Até de herói

Nem um segundo
Te deixo em paz
Sou vagabundo
E também capataz

E se achar que está sozinha
todos os sons vão lhe lembrar

Sussurros meus ao pé do teu ouvido...

(E quando tudo ficar escuro
Eu posso ser o seu porto seguro)

----------------------------------------
Ouça a versão cantada em:
Di-vagar

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Escrito por Vitor em 11:51. 7 Comentários

13/09/2009

Humano, demasiado humano?
ou
Sobre a morte do super-homem

Prólogo:
Para teorias racistas do século XX, XIX, XVIII ou de qualquer tempo, cabe apenas o desprezo. Mas para o homem, o que cabe?

É preciso não se envergonhar e mais uma vez mergulhar fundo no homem para compreender essa nova aparição. O século XXI nos reserva um futuro glorioso (integrado?) em que a ciência vem se tornando o discurso da verdade apesar de sua historicidade e da falta de veracidade na própria história. Um paradoxo? Sim, mas não o pior deles. Dizia Nietzsche que com a História é preciso saber lembrar para se ter o que superar e saber esquecer para não ficar preso eternamente aos mesmos paradigmas. Como pode então a ciência da causa e efeito estar por criar o super-homem?
Sim, as limitações dia a dia se transformam em pó frente o ímpeto da revolução científico-tecnológica, vide as curas para as doenças, a fertilização in vitro, as células-tronco... Por aí vem o super-homem? Então, vem também o segundo paradoxo: O homem está morrendo e evoluindo através de uma ciência que se atém ao passado. Algo mais pós-moderno? Aliás, algo mais absurdo do que algo que ao tentar justificar é já negá-lo?
Porém, o que mais assusta é a pergunta: “Que homem é esse que está morrendo?” Se tomarmos como base a velha definição de que o homem é sempre aquele que falha, aquele que morre, aquele que sofre, o que é por definição imperfeito. Talvez facilite a compreensão, mas há uma segunda pergunta: O homem se tornou completamente humano? Nos elevamos totalmente do nosso estado animalesco anterior? Completamos a sublimação? Ou, a falha na sublimação confirma realmente a nossa essência humana?
Algo mais pós-moderno e irônico do que superar algo que nem fomos capazes de sermos completamente? Como então salvar o super-homem do pós-modernismo?
Tenho a impressão que se o super-homem vier no século XXI, ele será relativizado em pleno vôo, e ao tentar confirmar sua existência provaremos por A+B a sua não-existência. Perceberemos então, que falta o homem. E, assim para o Übermensch restará a involução para o homem. O que seja talvez o que a humanidade tanto necessita.

Prólogo: Que morra o super-homem e nasça o homem antes.

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Escrito por Flávio em 22:19. 3 Comentários